20 de agosto de 2007
Esculorido I
Era uma vez um castelo….onde começou um encontro com um projecto.
Mas que projecto?!
Estávamos a aproveitar um dia solarengo de Outono no Alentejo. Um grupo de jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos deram início a uma viagem. Este tinha lugar uma vez por semana ao fim da tarde no Bairro….onde a nossa estória começa. Estória sobre um Reino cheio de Castelos…tantos quantos os prédios do Bairro das Sapateiras. Daí até à descoberta do livro infantil “O gato e o escuro” de Mia Couto (escritor de nacionalidade moçambicana tal como a maioria destes jovens) foi um pirilampiscar de tempo. Tínhamos, agora, um transporte para nos levar onde quiséssemos. Em leituras e releituras começou-se a tentar dar voz ao escuro sempre com um olho posto naquele dia solarengo de Outono. Um computador de apoio para trabalho administrativo serve de pólo aglutinador. Qual lume em noite de Inverno, à sua volta muitas estórias paralelas se inventaram. Surgiram músicas, danças, conversas, imagens e risos…. este excerto é parte desses encontros que resultou numa festa de cores (e escuros) dia 14 de Dezembro de 2003 no Bairro das Sapateiras.
Para breve colocarei o espectáculo que foi apresentado ao público, deixo agora somente uma pequena apresentação….
Assim sendo lets look at the trailer!
Vozes grupo ADETÊ ( jovens do Bairro das Sapateiras)
Música Bewlay e Inácio
19 de agosto de 2007
A arca de Noé
Os novos cantores de intervenção dão música a políticos incompetentes e seus compadres.
Tudo se passa em Odivelas onde incompetência, política e compadrio são uma só palavra.
Letra e voz Noé
Música e imagem Bewlay
10 de agosto de 2007
João César Monteiro
Há os bons e os maus. Dentro da primeira categoria há os que verbalizam e os que não o verbalizam.
8 de agosto de 2007
Quinta do Mocho
Fotografia de Renato Monteiro (Bairro da Quinta do Mocho) 2002
Som editado por Bewlay (vozes de jovens da Arroja) 2004
7 de agosto de 2007
É esférico !

O velho Navarro (nome de grande futebolista) tinha um passado de pesca ao bacalhau, guerra colonial, muitas mulheres e alguns filhos espalhados (um tanto à imagem de Hugo Pratt). Algures nos anos oitenta alugava uma gaivotas plastificadas, das que bóiam, na margem norte da barragem de Montargil. Tinha uma viola comprada em Badajoz onde dedilhava os seus acordes. Dizia-me para ter atenção: “muito não é necessariamente bom”. Aconselhava-me a cingir-me a três ou quatro acorde e fazer deles um ciclo (como a água da Barragem). Teria aprendido com Lou Reed? Não creio. Tinha ainda um Ford Capri dos anos 70 que era o sonho de qualquer fã dos três duques. Nele íamos até à vila mais próxima.
Entretanto apareceu o parque de campismo da Inatel que desalojou o velho Navarro. Já não o vejo faz muitos anos.
Lembro-me muitas vezes dele cada vez que recordo outro amigo desaparecido. Um amigo com alcunha da jogador de futebol também...cujo jogo acabou antes do intervalo. Também ele, dizia, tinha ido à pesca do Bacalhau por terras do Norte. Fê-lo muito novo, com 12 ou 13 anos. Ele e o velho Navarro entretinham-se muitas noites à volta da fogueira.
6 de agosto de 2007
Chemical Marriage / Mr. Bungle
Para todos a quem a música não chega....e porque afinal o casamento é mesmo uma INSTITUIÇÃO!
Música: Mr. Bungle
Produção e Edição: EdiBowl
Brutti sporchi e cattivi

Estava numa cama de Hospital. Tudo indicava que não iria dali sair. Vivia-se a época das festas de St. António mas os anos e a doença não eram para festejos.
Na Bica era recebido como família. Uma casa modesta ficava, por estas noites, repleta de gente. Este ano ele não sentiria o sabor da sardinha na boca ou mesmo o cheiro dela na sua roupa. Não se sentaria naquela mesa de cozinha onde muitas cervejas lhe passavam à frente. O frigorifico é de todos, gente conhecida ou amigos de amigos. Favor subir as escadas ! Já pelas 4 da manhã serve-se a panela de caracóis. Conseguem ser mais do que as inúmeras crianças que continuam a esta hora a correr escadas acima. São putos de todos e andam livres na Bica onde milhares de pessoas (muitas desconhecidas) vão suar o St. António que há nelas.
Voltando a V., na sua cama de Hospital. Pede que a totalidade da sua reforma seja gasta na festa. Sardinhas, caracóis, cervejas, boa disposição e amizade... tudo por sua conta. Morre uns dias depois....espero que feliz. Este ano não estive por lá. Deixo aqui a minha homenagem a esse homem. Qualquer semelhança com o famoso filme de Ettore Scola fica-se pelo decort. Os turistas agradecem!
5 de agosto de 2007
A lot of sense
15 anos passaram desde esta entrevista. Há ainda quem espere pelo D. Sebastião apesar das evidências da sua existência. Hoje, com o deserto já na margem sul, ainda o procuram em Marrocos. Aumentou-se-lhe a barriga, talvez alguma desilusão, mas o ideário das putas continua. D. Sebastião é, agora, dono de negócio. Chama-se Maxime e, felizmente, continua verdadeira casa de alterne.
4 de agosto de 2007
Gostos para tudo

Lynn Hoffman representa a elasticidade em pessoa. Ao longo dos anos desenvolve, no campo da terapia familiar, uma visão em constante movimento. Autores como Minuchin ou Whitaker são cimento perante esta mulher eternamente jovem. Foundations of Family Therapy: A Conceptual Framework for Systems Change em 1981 é frio e eficaz. Family Therapy: An Intimate History em 2001 é reflexo da elasticidade. Uma narrativa intimamente pós modernista onde se apresenta a ciência e a mulher por detrás da ciência. A leitura deste livro faz-se num fôlego e sente-se, desde logo, que a intimidade da história é demasiada para a ciência e contida para Hoffman. Em 2006 surpreende-me com New Short Course in Wine, um livro onde a autora exibe definitivamente a sua intimidade, revelando-se como uma mulher AMERICANA interessada em vinhos. Será que Hoffman quer dizer aos seus colegas que falta paladar ao estudo das relações ?
3 de agosto de 2007
Hurt

Cash canta Hurt dos NIN em "American IV: The Man Comes Around" fazendo do eco ressaca só com uma guitarra e sem direito a ruído industrial.
I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way
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