21 de março de 2008

Infinitesimal City


Há uma viagem…e há outra, outra e ainda outra antes de qualquer outra! Eis Alhambra pré-vista e pré-visitada.

"Infinitesimal City", Gil Bruvel

18 de março de 2008

A estética na política


Body Modification Enzine... uma nova intervenção política ou de como o Trotskismo também pode ser elegante.

Prioridades


Pior que isto e isto só mesmo um cão com um piercing na orelha a recibos verdes.

12 de março de 2008

Novas Oportunidades


Tenho andado a conter-me para não falar de oportunidades. Dessas novas que para aí andam e das velhas de que ninguém fala mas que todos ruminam.
A oportunidade é, segundo me parece, uma espécie de realidade constante. Tudo é oportunidade!
Ora vejamos: um terramoto….uma oportunidade em testar a fiabilidade de uma construção; a infidelidade… a oportunidade em testar a coesão de um matrimónio….and so on.
Nesse sentido a oportunidade pode gerar duas situações (quatro de acordo com os exemplos supra citados): ou a casa vem a baixo ou aguenta o impacto; ou se fica com a mulher ou com a amante boazona.
Pergunto: Será que a nossa rua está preparada para que o Lote 15 desabe? Será que a comunidade aguenta que todas as mulheres de bigode sejam trocadas por brasileiras de mini-saia?
Por tal é preciso ter cuidado com as novas oportunidades: ora sejam os bigodes das mulheres (veja-se o caso dos sovacos das francesas) ora a fiabilidade do Lote 15 (veja-se a aspecto tradicional de algum do nosso parque imóvel) podem ser um traço cultural identitário.
Falei de novas REAIS oportunidades. Deixem que vos fale das antigas agora:
Vulgarmente chamada por oportunidade perdida, ou janela de oportunidade fechada, esse tipo de oportunidade permanece na nossa memória como uma fotografia nostálgica em sépia e diminui a auto-estima de qualquer um. Poderia a borboleta não ter batido a asa naquele preciso instante e hoje eu seria feliz (o cabrão do Japão sempre se safou do terramoto mas eu lixei-me). Quanto a estas oportunidades, com ou sem Referencial de Competências Chave, há que encontrar a sacana da borboleta e ensinar-lhe a lição: não se deve bater a asa quando não é suposto!
ahhhh..... a borboleta só vive um dia....foda-se!

Da Autofagia


A autofagia, enquanto conceito no âmbito das ciências biológicas, diz respeito à capacidade das células converterem alguns dos seus componentes em alimento para prolongar a sobrevivência do organismo. A autofagia, enquanto conceito dos mass media, ou da televisão em concreto, diz respeito à capacidade deste órgão se alimentar da sua própria merda. Imagine-se o acervo histórico musical que existe nas prateleiras do arquivo da RTP e, de seguida, coloque-se alguém a ensinar biologia à RTP.
A ideia surgiu-me quando visionei um programa onde se debatia os prós e contras de um sistema Monárquico VS Republicano e fui constantemente interrompido pela própria da televisão a dizer que há muito tempo não se fazia um programa com tal qualidade. Não foi a minha vizinha que me tocou à campainha e me chamou a atenção de tal facto….foram, efectivamente, os senhores que palrravam nesse dito programa que fizeram questão de ocupar metade do tempo a dizer semelhante coisa. O conceito de auto-masturbação também seria aplicável….mas esse sempre dá algum prazer, motivo pelo qual o excluo destas minhas observações.
Quanto a comer merda….é mau! Observar quem a come será menos mau!?
Por estas e por outras gosto das famílias modernas. Não as de sexualidade alternativa nem as dos meus, dos teus e dos nossos. Mas sim aquela família que janta youtubando ou que youtuba jantando! Isto porque levar o serviço da vista alegre para a casa de banho fazendo-se acompanhar do guardanapo de pano é vício de família tradicional!

10 de março de 2008

Vampire weekend



Americanos, letrados e com um forte cheiro a África negra, passeiam-se nas ruas de Paris. Isto é que é ser-se ecléctico !

5 de março de 2008

John Cage and Raashan Roland Kirk - Sound?? (1966)



Tivesse Wittgenstein tido oportunidade de conhecer John Cage ou Raashan Roland Kirk e teria acrescentado que o limite do seu mundo, para além de ser o das palavras, é também o do som.