
Tenho andado a conter-me para não falar de oportunidades. Dessas novas que para aí andam e das velhas de que ninguém fala mas que todos ruminam.
A oportunidade é, segundo me parece, uma espécie de realidade constante. Tudo é oportunidade!
Ora vejamos: um terramoto….uma oportunidade em testar a fiabilidade de uma construção; a infidelidade… a oportunidade em testar a coesão de um matrimónio….and so on.
Nesse sentido a oportunidade pode gerar duas situações (quatro de acordo com os exemplos supra citados): ou a casa vem a baixo ou aguenta o impacto; ou se fica com a mulher ou com a amante boazona.
Pergunto: Será que a nossa rua está preparada para que o Lote 15 desabe? Será que a comunidade aguenta que todas as mulheres de bigode sejam trocadas por brasileiras de mini-saia?
Por tal é preciso ter cuidado com as novas oportunidades: ora sejam os bigodes das mulheres (veja-se o caso dos sovacos das francesas) ora a fiabilidade do Lote 15 (veja-se a aspecto tradicional de algum do nosso parque imóvel) podem ser um traço cultural identitário.
Falei de novas REAIS oportunidades. Deixem que vos fale das antigas agora:
Vulgarmente chamada por oportunidade perdida, ou janela de oportunidade fechada, esse tipo de oportunidade permanece na nossa memória como uma fotografia nostálgica em sépia e diminui a auto-estima de qualquer um. Poderia a borboleta não ter batido a asa naquele preciso instante e hoje eu seria feliz (o cabrão do Japão sempre se safou do terramoto mas eu lixei-me). Quanto a estas oportunidades, com ou sem Referencial de Competências Chave, há que encontrar a sacana da borboleta e ensinar-lhe a lição: não se deve bater a asa quando não é suposto!
ahhhh..... a borboleta só vive um dia....foda-se!