30 de junho de 2011

a mulher na capa deste disco é uma montanha na minha vida



O primeiro disco dos Spain foi como um marco geodésico no cimo de um monte. Entrar na faculdade e encontrar uma escapatória ao grunge nirvanico que se vivia através da subtileza deste disco, foi um pouco como escalar uma montanha e olhar, com gozo, para a forma geométrica da pedra atestando que se chegou ao cume. Eventualmente deixei escapar a visão das paisagens envolventes. Mas que se dane!

Depois, uma noite, na aula magna "they Haunted My Dreams", ou como quem diz transformaram os sonhos em pesadelos.

Mau som, mau disco, má exibição.

Assim ficaram eles, na memória de uma escalada bem sucedida, sucedida por paredes de artificialismo. A verticalidade perdeu o seu marco.

Os anos passaram e surge Blue Moods Of Spain: A History, Pt. 1. Ahhhh... a história é sempre engraçada e, eventualmente, cíclica.

Ao despertar encontro uma outra ascensão : os Spain propões fazer um disco...e pedem contributos compensatórios ao seu investimento. Não vão atingir a meta...mas verdade seja dita aquilo que nos tem oferecido ao longo destes últimos "updates" não tem preço. E tornam mais do que claro que o conceito da kickstarter, que parecia criado para bandas de garagens, afinal é muito mais que isso.


Ouça-se Falling. Nem é preciso um Cobain para nos fazer desviar a atenção para o importante. Tudo bem.... o texto de Haden que nos faz chegar ao link da música é, na realidade, um pouco embaraçoso. Mas coloca questões fundamentais sobre TRABALHO e ARTE. Isso, por si só, devia bastar.

Depois há sempre um vídeo, de uma outra música, para o comodista que não queira ler o texto e, logo de seguida, encontrar o link de Fallig.


e aqui fica o dito cujo:

19 de junho de 2011

Slow Motion




Além de bafo lusitano há odor de excelência.

1 de junho de 2011

pepinos charrocos e assassinos



Desde que vi este filme, em adolescente, que não como salada.

Por isso a invasão dos pepinos é-me perfeitamente pacifica.


Já os peixes... vivendo em Setúbal.... assustam-me.



bilal biza!

ratas fora nove




Até a minha rata sabe que as metáforas são uma foda.

ImAgEm:
enki bilal
MuiTAfoRA:
bewlay

xanja o que ouver para xanjar



a modos que pegando no último post devo dizer que:


Ouvi hoje, acho que na rádio, que mudança é revolução (ou vice-versa, estava numa rotunda).
Mas há gente que nem sequer ao fim de semana muda: o gordo, no seu sábado ou domingo, não esbelta, o burro não intelectualiza, o intelectual não embrutece… e siga a modinha.
Já eu, esperto no que toca a mudanças, faço questão de tornar dois dias da semana numa verdadeira nódoa na limpeza que é a minha vida. A lixívia destino-a aos pacóvios conservadores a quem nem o fim-de-semana serve para erguer o punho.


eu...a meio da semana!