27 de dezembro de 2008

Nine Inch Nails - Ghosts IV - 34



NIN menos sexuais ? Quem disse !?

O outro do filme dizia qualquer coisa do tipo: "Pergunta-te quem és e ainda te lixas"

Ouvir Ghosts dos NIN é um pouco como beliscar a reflexividade lixando o próximo.

Bons fantasmas no ano que se aproxima!

4 de dezembro de 2008

Das greves dos Profs


Comprei hoje um GPS! Fiquei desiludido: o sacana não me avisou da greve ! Quase que passei a ferro um Prof. de geografia!

26 de novembro de 2008

Correio DOG mático



O correio é como o cão: só caga se lhe apetece!

The Postal Service,"The District Sleeps Alone Tonight"

Uma "carta" Sub Pop 2003 - "Give Up"

Mutu al idades



um dia de cão: uma quente sombra em fazer de tudo.

Fleet Foxes, "White Winter Hymnal"

25 de novembro de 2008

Uma selvagem adolescência



Todas as adolescências tiveram a sua selvagem Kim. A minha surgiu rodeada de cobras quando Freud ainda me TENTAVA explicar o Bê a Bá.

Hoje fui olhar para ela… passados muitos anos. Vi a Kim Wilde, com 50 anos, a fazer jardinagem. EXIJO as putas das cobras de volta se faz favor!

Opto por mostrar uma cópia de um dos primeiros Vinil que adquiri. Aquele vinil que perguntava: “és suficientemente crescido para mim?”

15 de novembro de 2008

Bienal Jovens Criadores


...ou de como aquele que é criado cria enquanto aquele que é criador toma o banho matinal.

Ao fim ao cabo o criador torna-se criado enquanto o criado se torna criador.

Será que era isto que a senhoria cria?

13 de novembro de 2008

Fraser my man !




Um gajo verdadeiramente de esquerda é de direita. O inverso também se aplica mesmo que o indivíduo em causa considere desrespeitosa a denominação de gajo. Parece-me que mesmo no binómio conservador/liberal a lógica será a mesma.
Para quando a abolição desta anomalia intelectual linear?
A espiral não vos é mais ilustrativa da realidade? Nem que seja a de Fraser !?
Iludam-se ao menos!

Por mim, ando coxo e enjoado de tanta recta!

25 de outubro de 2008

Um Brother Grito



Passei os dedos sobre a capa de Hunky Dory e lá estava o homem com olhar lisérgico e desesperado fitando minha parede. Era mais um homem que não podia me julgar. Ele não estava lá para isso. Mas tinha a sutil função de embalar minhas loucuras tristes e meus dias vazios com suas canções sobre astronautas. Os dias que foram e os que viriam. Mal sabia eu. Liguei a tv e entre notícias sobre o filme que Robert De Niro dirigira e mais um discurso de Bush na CNN, peguei no sono.


Acordei por volta das cinco da manhã levemente atormentada pelo sonho ruim. Tenho horror a sonhos desde pequena. Não consigo me lembrar de nenhum que tenha sido bom. Nunca sonhei que eu dirigia uma Mercedes com a cabeça pra fora, sentindo o vento da estrada bater na cara com Roadhouse Blues de trilha sonora. Sempre sonhei coisas ruins com pessoas desagradáveis. E quando surgia alguma pessoa querida no sonho, toda a história que a envolvia era sombria e desesperadora. A tv continuava ligada e passava o trailer de Maria Antonieta, de Sofia Copolla. Não tinha legenda e eu, ainda embriagada de sono, não conseguia entender inglês. Ouvi um barulho e percebi que vinha do meu celular. Mensagem de texto. O pai de uma amiga falecera. Àquela altura da noite e da vida, não poderia mesmo ser algo agradável.

Eram oito da manhã quando cheguei ao velório. Fui de jeans e camiseta preta. Minha roupa habitual, é verdade, mas pensei que a camiseta preta seria simbólica. Minha amiga estava calada, sem maquiagem alguma e completamente frágil. Abracei-a. E com minha boca grudada em seus cabelos, falei baixinho “Meus pêsames”. O lugar não era nada agradável e de tempo em tempo, sentia coisas estranhas correndo pelo meu corpo. Morte é mesmo um troço louco. Sentei em um banco de madeira que ficava embaixo de um coberto e acendi um cigarro. Pensei que, por educação talvez, eu deveria ir olhar o homem. O morto. Nem consegui terminar o cigarro. Joguei-o na grama e fui encarar o homem dentro do caixão. Ele estava bonito. Não estou sendo desrespeitosa, juro. O homem estava metido num terno bonito e seus cabelos estavam penteados. Pensei em coisas boas e, de alguma forma, tentei transmiti-las ao defunto. “É… Pior que essa vida aqui não pode existir…”

Cheguei em casa aturdida. Não me apetecia dormir, nem comer. Doía lembrar da minha amiga. Às vezes dá vontade de tomar o sofrimento dos outros. Tirar com a mão, roubar. “Me dá isso tudo que eu quero sentir”. Não sei, é louco. Ninguém alivia ninguém. Tem dor que não cura. Me drogar não cura a dor, trepar não cura a dor, encher a cara não cura a dor. Dores mundanas, as piores.

Coloquei Hunky Dory na vitrola. Não gosto de falar “toca discos”. Papai sempre falou “vitrola” e é “vitrola” que eu falo, e é na vitrola que eu toco meus discos. Ele, então, começou a me aliviar cantando The Bewlay Brothers. Fiquei de pé no meio da sala com os olhos fechados. Minha dor indo embora pra um lugar desconhecido. Os olhos fechados do morto na minha cabeça, o cabelo dela na minha boca, a vontade de sentir aquela dor, de curar. Curar loucamente uma dor que não era minha. Era dela e do mundo. Era dos olhos dele, um azul e um verde. Eram nossas vidas cruzadas, nossas mortes, nossos sonos, nossos olhos. Eu, ela, o morto, Bowie e a realidade que nos conectava enquanto The Bewlay Brothers tocava.


in último grito

20 de outubro de 2008

Bom Inverno !




A propósito da estação cavernosa

Há guitarras eléctricas e acústicas. Velhas e novas. E há, acima destas todas, as sabidas. São aquelas que mais do que se fazerem ouvir já escutaram muito. Absorvem o suor daquela sétima menor que demorou anos a automatizar. Transpiram a intensidade do Mi maior expulsando energia feita som. Elevaram-se quase a instrumento de sopro perante o Lá menor dedilhado, sem verter uma lágrima de seiva. A guitarra de Bon Iver é sabichona! Os intervalos, grandes ou subtis, são passos auditivos, caminhadas de movimento. Às vezes em botas cardadas outras em pé descalço.
As cicatrizes das guitarras sabidas são belas. Aliás, entenda-se, que a própria definição de cicatriz deveria ser bela. Não há identidade sem cicatrizes e não há guitarras sabidas sem identidade. A guitarra sabida não é espelho de virtuosismo ou conhecimento. Ela sabe que o movimento pode não ser continuum. Tem tanto de orgânica como a madeira que a compõe: velha e desgastada, por vezes mecanizada num contra-tempo cheio de contra-dições.
Ocasionalmente solta um gemido feito suspiro de como quem diz: “ fui parceira das tuas conquistas amorosas, companheira dos teus desgostos, bebedeira das tuas alegrias, alucinação das tuas viagens e cabide do teu alheamento…. Falo com propriedade (idade própria)”
Ao pó que pousa na guitarra sabida resta a consciência de uma aterragem insegura. Um destino de incerteza povoado pelo circo(lo) mágico. Uma mundo de malabarismos apalhaçados onde a vida certamente emita a arte ou a politica (cli-ché Guevara).


Eis um retrato desta guitarra em fase de maturidade…por um seu companheiro de estrada!

16 de outubro de 2008

RVCC PRÓstumo




...ou de como o balanço de competências pode ser um balançar entre o céu e o inferno.

2 de outubro de 2008

Música Infantil



Ser-se pai tem coisas estranhas (musicalmente falando). Desde uma estranha mania de andar a atirar paus aos gatos, como se estes fossem conhecidos pela sua capacidade de submissão à vontade humana, até abrir alas para o Noddy, alas de hospital porque o raio do boneco sofre de icterícia. Toda a figura triste se me afigura plausível neste cenário.
A mais brilhante é a melodia das galinhas e a mensagem a ela associada. Elas picam…fazem buraquinhos e ainda se dizem doidas! Ora doido fico eu...e a linha entre a loucura e a sanidade é ténue segundo os especialistas.
Como contributo de pai musicalmente angustiado coloco Kid Koala em som denominado Like Irregular Chickens do álbum Carpal Tunnel Syndrome.
Se o bicho (i.e., puto Carlos) se aproximar do meu portátil daqui a 10 dias sem gritar, alarvemente, TOTI, TOTI, TOTI….significa que este post atingiu os seus objectivos.

25 de setembro de 2008

Bon Iver



Segundo as crónicas Bon Iver (Justin Vernon), de 27 anos, refugiou-se numa remota cabana em Wisconsin com uma guitarra (companhia), uma arma (alimento) e um machado (calor). Tinha como objectivo procurar espaço. Acabou por realizar o seu primeiro disco e um dos melhores que tenho ouvido nos últimos tempos. Tudo isto sarando feridas, comendo veado e bebendo cerveja…

Chama-se o disco “For Emma, Forever Ago”.
A faixa: "The Wolves (Act I and II)"

Sandman



O meu Cobain, Joplin, hendrix ou Jim…
Sandman foi taxista antes de me reinventar...e ao baixo que tocava.
Uma faixa do primeiro disco dos Morphine “Good” de 1992.
Só é The Saddest Song porque já cá não está!

vale a pena recordar um pouco mais:

Contadores de histórias



A tradição narrativa de Cash não morrerá certamente. Um bom exemplo surge em Carolina Drama (projecto White - The Raconteurs).

Quem é quem ou onde está o White ?

I'm not sure if there's a point to this story
but im going to tell it again
So many other people trying to tell the tale
but not one of em knows the end

It was a junk house in South Carolina
Held a boy the age of ten
Along with his older brother billy his mother and her boyfriend
Who was a triple loser with blue tattoos
That were given to him when he was young
And a drunk temper that was easy to lose
that Thank god he didn't own a gun

Well Billy woke up in the back of his truck
Took a minute to open his eyes
He took a peep into the back of the house
And found himself a big surprise
He didnt see his brother but there was his mother
With a red-headed head in her hands
While the boyfriend had his gloves wrapped around an old priest
Trying to choke the man Ah...

Billy looked up from the window to the truck
Threw up and had to struggle to stand
He saw that redneck bastard with a hammer
turn the priest into a shell of a man
The priest was putting up the fight of his life
But he was old and he was bound to lose
The boyfriend hit as hard as he could
And knocked the priest right down to his shoes

Well now Billy knew but never actually met
The preacher lying there in the room
he heard himself say that must be my daddy
Then he knew what he was gonna do
Billy got up enough courage to get up
and grab the first blunt thing he could find
It was a cold glass bottle of milk
That was delivered every morning at nine. Ah...

Billy broke in and saw the blood on the floor
and he turned around and put the lock on the door
He looked straight into the boyfriend eye
His mother was a ghost too upset to cry
He took a step towards the man on the ground
From his mouth trickled out an inaudible sound
He heard the boyfriend shout Get out!
And Billy said not til I know what this is all about
Well this preacher here was attackin your momma
But Billy knew that she was caught in the drama
So Billy took dead aim at his face
Smashed the bottle on the man that left his dad in disgrace
The white milk dripped down with the blood
and the boyfriend fell dead for good
Right next to the preacher who was gaspin' for air
Billy shouted daddy why'd you have come back here?!
His Mother reached behind the sugar and honey and
Pulled out an envelope filled with money
Your daddy gave us this she collapsed in tears
He's being paying all the bills for years
Momma lets but this body underneath the trees
Put daddy in the truck and head for Tennessee
Just then his little brother came in
holding the milkman's hat and a bottle of gin

singin lalala lalala yeah
lalala lalala yeah
lalala lalala (3x)

Well now heard another side to the story
But you wanna know how it ends
If you must know the truth about the tale go and ask the milkman

20 de setembro de 2008

audio visual



Com excepção do Lawrence (num registo completamente diferente) nunca o som casou tão bem com as imagens como em Dead Man.

Maurice Jarre embala, em teias de som, o sol enquanto este adormece nas areias do deserto…. Young desperta todos os fantasmas do novo mundo.



ps.....vejam a porra dos dois clips até ao fim sff!

19 de setembro de 2008

Genéricos I



Quando a queca não aparece a enxaqueca agradece...timidamente!

17 de setembro de 2008

Verde bandeirada



Sou pouco dado a análises político/sociais, pelo menos em público. A menos que pontapeadas por uma qualquer banda sonora. Ora surge uma boa razão para o fazer: os Táxi * em 1981 mastigam a chiclete profética (qual Nostradamus). Profetizam a geração dos recibos verdes apastilhadas numa qualquer noite do Lux – à noite o sabor perdura mais.
Carece na rusticidade do plástico o que sobeja da sua rosticidade pós-moderna.

Confesso-me chiclete e odeio ser mastigado. Mas, volto a dizer, prefiro-o a ser comido!



* João Grande -voz, Henrique Oliveira - guitarra, Rodrigo Freitas - bateria e Rui Taborda – baixo

Palhaçadas de Deus XVIII (...tipo)



Uma palhaçada de Deus conceptual. Do tipo: baralha e volta a dar.

O eterno retorno de Orwell em bonecos tão distintos de Alladin Sane.


Are you such a dreamer
To put the world to rights?
I'll stay home forever
Where two and two always makes a five

I'll lay down the tracks
Sandbag and hide
January has April's showers
And two and two always makes a five

It's the devil's way now
There is no way out
You can SCREAM and you can shout
It is too late now

Because...
You have not been!

Payin' attention
Payin' attention
Payin' attention
Payin' attention
You have not been paying attention

Payin' attention
Payin' attention
Payin' attention
You have not been paying attention

Payin' attention
Payin' attention
Payin' attention
You have not been paying attention

Payin' attention
Payin' attention
Payin' attention oohh

I try to sing along
But I get it all wrong
Cozimnot
Cozimnot

I swat 'em like flies but like flies the buggers keep coming back NOT
But I’m not

All hail to the thief
All hail to the thief

But I'm not
But I'm not
But I'm not
But I'm not

Don't question my authority or put me in the box
Cozimnot
Cozimnot

Oh go and tell the king that the sky is falling in

When it's not
But it's not
But it's not
Maybe not
Maybe not


Radiohead 2+2=5

15 de setembro de 2008

Palhaçadas de Deus XVII



Será possível pegar no cinzento céu de Berlim e mandar pintá-lo de azul?
Veja-se o resultado !

Heroes - Sieff, Sacha & Manuel Armstrong, 2007

12 de setembro de 2008

da estética


...gosto do desgosto que o mau gosto dá ao bom gosto! E, olhem, que não é Fé!

8 de setembro de 2008

The sound of someone you love who's going away and it doesn't matter




Ao ouvir “The sound of someone you love who's going away and it doesn't matter”, às escuras, com uma boa aparelhagem, só apetece dizer: eu seja ceguinho se algum dia perder a minha capacidade auditiva.

“Music From The Penguin Café” é o primeiros álbum dos Penguin Cafe Orchestra.

Gravado entre 1974 e 1976 conta com:

Simon Jeffes (Guitarra eléctrica)
Helen Leibmann (Violoncelo)
Steve Nye (Piano eléctrico)
Gavyn Wright (violino)
Brian Eno (produtor)

“In 1972 I was in the south of France. I had eaten some bad fish and was in consequence rather ill. As I lay in bed I had a strange recurring vision, there, before me, was a concrete building like a hotel or council block. I could see into the rooms, each of which was continually scanned by an electronic eye. In the rooms were people, everyone of them preoccupied. In one room a person was looking into a mirror and in another a couple were making love but lovelessly, in a third a composer was listening to music through earphones. Around him there were banks of electronic equipment. But all was silence. Like everyone in his place he had been neutralized, made grey and anonymous. The scene was for me one of ordered desolation. It was as if I were looking into a place which had no heart. Next day when I felt better, I was on the beach sunbathing and suddenly a poem popped into my head. It started out 'I am the proprietor of the Penguin Cafe, I will tell you things at random' and it went on about how the quality of randomness, spontaneity, surprise, unexpectedness and irrationality in our lives is a very precious thing. And if you suppress that to have a nice orderly life, you kill off what's most important. Whereas in the Penguin Cafe your unconscious can just be. It's acceptable there, and that's how everybody is. There is an acceptance there that has to do with living the present with no fear in ourselves.”

Simon Jeffes (Sussex, England, 1949-1997)


· Peço desculpa aos PCO pelo corte que fiz na faixa….mas os seus mais de 11 minutos não permitiam o upload (inglês para partilha).

September

7 de setembro de 2008

September



xxxxiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

9 de agosto de 2008

1+1=3


Pó + Água = Lama

It´s a Motherfucker


It´s a Motherfucker dizem em Souljacker os Eels. Não sei o que é pior: se sentir pena do próximo ou do próprio. A propósito de desenhos animados, lembrei-me: confundo Tanto Tico no Teco com Tântrico no sexo.
Hoje revejo o Tico e o Teco com pena: só ainda não descobri se de mim se do outro animal.

You don´t have a clue…. (Fresh feeling, Eels novamente)

1 de agosto de 2008

Não parei a tempo !




"Hurt" de Trent Reznor, pelo próprio acompanhado por David Bowie.

1995 - Nine Inch Nails' Dissonance" tour.

Um desabafo

Acabei de ver uma parede à minha frente mesmo agora!

21 de julho de 2008

Da Fartura VS Churro



Tudo num espaço de 3 meses. Nunca um ano foi tão farto. Balanços... fiquei com o Neil entranhado, o Lou marcado e o John lavado.

29 de junho de 2008

Palhaçadas de Deus XVI



"the song is a cover version of the David Bowie track LADY GRINNING SOUL from his ALADDIN SANE album by the late and great TALLY BROWN, a New York underground icon, who starred in early ANDY WARHOL films and studied singing with LEONARD BERNSTEIN. Song is taken from the brillian hommage-film TALLY BROWN NEW YORK by german director ROSA VON PRAUNHEIM. I like the way TALLY BROWN is singing and that she is singing in first person singular, whereas the original Bowie-lyrics are in third person singular.Video-footage is taken from two silent movies: first one is SALOME by CHARLES BRYANT, starring wild Hollwood actress ALLA NAZIMOVA (not to be seen in this clip). The film, shot in 1923 is camp as camp can be and highly outrageous. Hailed as America's first art film. Gossip says, that the whole male crew and cast of that film was gay. A film like that was never done again. The footage taken from this film shows actor MITCHELL LEWIS as HEROD.Second film is PICCADILLY by E.A.DUPONT, shot in 1929 and starring ANNA MAY WONG as a night club dancer. Don't you think the beginning of that clip shows ANNA MAY WONG playing the "luftpiano", similar to famous luftguitar - playing ;-) "

popndrag

24 de junho de 2008

Repisar




Este foi o disco que me introduziu novamente na música electrónica a meados dos anos 90. O homem que me fez regressar às discotecas depois dos 25 anos (vi-o uma vez em Lisboa numa noite memorável) chama-se Ashley Beedle.
Ballistic Brothers com sampler de Led Zeppelin em 1994. Não imagino melhor forma de acabar o serviço militar!
Noutros serviços, menos militares, maravilhei-me com outros Zeppelins voadores em plena Anadia: efeitos colaterais dos Irmãos Balísticos.
Terá terminado o ciclo minimalista e repetitivo Kraftwerk?

Vontade de repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e repisar e …

Gangstalene - Balistic Brothers Vs the Eccentric Afro's Vol. 1, 1994

Benza-a Deus

Graças a Deus que o mundo está cada vez mais pós moderno: atente-se à publicidade no Jornal de Setúbal em caso de dúvida.
Um título alternativo seria: Catarina Salgado faz yoga enquanto comunga com o Senhor……

11 de junho de 2008

Última Tentação



Então ela quis tentá-lo definitivamente. Olhou bem em volta, com extrema atenção. Mas só conseguiu encontrar uma pêra pequenina e pálida.
Ficaram os dois numa desesperante frustração.
Não há dúvida que o Paraíso está a tornar-se cada vez mais chato!



Mário Henrique Leiria - Contos do Gint-Tonic

Exageros



O Alfredo atirou o jornal ao chão, irritadíssimo, e virou-se para mim:
- Estes jornalistas! Passam a vida a inventar coisas, é o que te digo. Então não afirmam que, no Sardoal, foi encontrado um frango com três pernas! Vê lá tu! É preciso ter descaramento.
Ajeitou-se melhor no sofá e, realmente indignado, coçou a tromba com a pata do meio.



Mário Henrique Leiria - Contos do Gin Tonic

7 de junho de 2008

A porra da ternura dos 40



Não aconselhada a escuta entre os 30 e os 50 anos de idade. Ao contrário da ternura dos 40 do Paco Bandeira.....

Jeff Buckley.... You Should've Come Over

2 de junho de 2008

Palhaçadas de Deus XV



oh You Pretty Things
Au Revoir Simone

Do album que sairá a 8 de Julho, Life Beyond Mars - Bowie Covered a cargo da Rapster Records.
... o filão não esgota!

30 de maio de 2008

NOSTRA FIDES



excerto de ÉS A NOSSA FÉ
filme de Edgar Pêra
musica de Vitor Rua

28 de maio de 2008

Palhaçadas de Deus XIV



Gentalha a bordo: Adrian Belew, Robert Fripp, Trey Gunn, Pat Mastelotto. Uma versão de Heroes nunca editada em CD (somente na Uncut do mês de Junho). Bowie dirá que fica tudo em família tal a cumplicidade com os sujeitos em causa.

Palhaçadas de Deus XIII



Imagine-se a senhora morena (não a vislumbro loura). Muito perto do ouvido cantando: “Keep your 'lectric eye on me babe /Put your ray gun to my head /Press your space face close to mine, love /Freak out in a moonage daydream oh yeah!”. Nem assim se consegue perder o ambiente Sci FI desta música.

Não sei pormenores de quem são J. Hell. Mas assim é creditado Moonage Daydream no tributo Crash Course for the Ravers de 1996.

20 de maio de 2008

...da escravatura em Odivelas !

De seguida pode-se ler uma carta enviada por mim a:


Cara
Vereadora Maria Fernanda Marcelo Faria Duarte Franchi
Departamento Sócio-Cultural,



Espero que a minha apresentação, a esta altura do campeonato, seja um mero exercício de redundância. Mas entre o que eu espero e o que acontece, conforme a experiência me tem ensinado, vai uma longa distância.
Chamo-me ****************e fui formador de um grupo de reformados na freguesia de Famões, ao serviço da Câmara Municipal de Odivelas, no ido ano de…confesso que já me esqueci (algo que direi caso solicitado com a minha noção de BREVIDADE). De qualquer forma, pasme-se, não foi no tempo da outra senhora!
Após longas insistências para que me pagasse o dinheiro que me deve, dinheiro esse respeitante a DESPESAS DE CUSTO já que o meu trabalho foi VOLUNTÁRIO, recebi uma chamada em DEZEMBRO de 2007. Afirmou-me a senhora (não retive o nome já que conduzia no momento… consumindo gasolina SAIDA DO MEU BOSLO) que o pagamento estava para breve.
O conceito de BREVIDADE surge novamente…. Mas os conceitos têm a estranha particularidade de possuírem uma multiplicidade interpretativa de fazer inveja a qualquer camaleão. Este conceito deve ter como bitola o espaço temporal do Universo ou em português falado em qualquer viela de Odivelas: UMA GRANDE PORRADA DE TEMPO. A verdade, cara VEREADORA, é que passados estes meses todos não recebi mais nenhum contacto. Aliás….nem espero receber. Não espero porque não sou pessoa de esperar….tenho medo que venha a velha e me coma (caso não entenda o contexto pode sempre ler o
Rifão Quotidiano do Mário Henrique Leiria… já que é Vereadora da Cultura…e os vultos culturais deste pais devem ser exultados) …. Por esta dica não espero pagamento…pode considerar trabalho voluntário também….e PASME-SE…..não tem DESPESAS DE CUSTO!!!!!!!! Posso até ser mais detalhado…contos de GIN TONIC…não lhe envio o livro…isso já é exagero.
Portanto serve o meu Português de rajada para lhe dizer que não vou ficar como a nêspera comida pela velha…à espera do que acontece. Serve somente para lhe dizer que estou neste preciso momento a fazer eco desta situação a quem me quiser dar ouvidos.
PS: os mesmos contos do Mário têm um sobre as promessas..quer ouvir !?....é melhor não porque acaba mal…..se comprar o livro pode passar por ele…fala de casamento também !
Até uma próxima.

16 de maio de 2008

Open window post. Did.....I´ve seen it all !?



Já vi algumas janelas….aquela onde vivo agora não é sobre Setúbal que existe….é sobre Setúbal que poderia ter existido. Vi o que poderia ter existido ou imagino?
Só assim se compreende que o retrato perdure: os espinhos da rosa eram doces.
Melhor apagar a luz… o escuro deve ter ainda mais umas centelhas!

Bonnie "Prince" Billy, Ask Forgiveness. Nov 20, 2007

30 de abril de 2008

HEY




Muitos se dão a conhecer da seguinte forma: “Antigamente é que era bom….agora ninguém se conhece”.

Já tentaram o suicídio com um palito? A mim parece-me uma melhor forma de dar a vida ao manifesto.

27 de abril de 2008

Rifão Quotidiano

Especialmente dedicado à Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Odivelas. Ver "...da escravatura em Odivelas" para mais detalhes sórdidos.

Mário Viegas - Mário Henrique Leiria

26 de abril de 2008

Uma no cravo e outra na ferradura




Já não há quem regue os cavalos
ou quem monte os cravos?!

25 de abril de 2008

Palhaçadas de Deus XII



O palhaço de Deus anda preguiçoso mas tenta compensar com a qualidade.

Durante muitos anos pensei que o verso “Making love with his ego” era: “Making love with a seagull

Nem a descoberta desta versão sublime veio desfazer o equivoco. Ficava mal?

Bauhaus – Ziggy Stardust

17 de abril de 2008

(Dam!!!!!)e uma outra chance!

E quando a derradeira esperança se esbate resta dizer: nem sempre um bom jogo é um jogo bom...e para mais filosofias da bola favor ligar a TV!

10 de abril de 2008

Luiz com Z


Luiz Pacheco não é só o adulto que emprenha a criança de 13 anos. Ele é também a criança que emprenha o adulto que existe na intelectualidade do pós 25 de Abril.

21 de março de 2008

Infinitesimal City


Há uma viagem…e há outra, outra e ainda outra antes de qualquer outra! Eis Alhambra pré-vista e pré-visitada.

"Infinitesimal City", Gil Bruvel

18 de março de 2008

A estética na política


Body Modification Enzine... uma nova intervenção política ou de como o Trotskismo também pode ser elegante.

Prioridades


Pior que isto e isto só mesmo um cão com um piercing na orelha a recibos verdes.

12 de março de 2008

Novas Oportunidades


Tenho andado a conter-me para não falar de oportunidades. Dessas novas que para aí andam e das velhas de que ninguém fala mas que todos ruminam.
A oportunidade é, segundo me parece, uma espécie de realidade constante. Tudo é oportunidade!
Ora vejamos: um terramoto….uma oportunidade em testar a fiabilidade de uma construção; a infidelidade… a oportunidade em testar a coesão de um matrimónio….and so on.
Nesse sentido a oportunidade pode gerar duas situações (quatro de acordo com os exemplos supra citados): ou a casa vem a baixo ou aguenta o impacto; ou se fica com a mulher ou com a amante boazona.
Pergunto: Será que a nossa rua está preparada para que o Lote 15 desabe? Será que a comunidade aguenta que todas as mulheres de bigode sejam trocadas por brasileiras de mini-saia?
Por tal é preciso ter cuidado com as novas oportunidades: ora sejam os bigodes das mulheres (veja-se o caso dos sovacos das francesas) ora a fiabilidade do Lote 15 (veja-se a aspecto tradicional de algum do nosso parque imóvel) podem ser um traço cultural identitário.
Falei de novas REAIS oportunidades. Deixem que vos fale das antigas agora:
Vulgarmente chamada por oportunidade perdida, ou janela de oportunidade fechada, esse tipo de oportunidade permanece na nossa memória como uma fotografia nostálgica em sépia e diminui a auto-estima de qualquer um. Poderia a borboleta não ter batido a asa naquele preciso instante e hoje eu seria feliz (o cabrão do Japão sempre se safou do terramoto mas eu lixei-me). Quanto a estas oportunidades, com ou sem Referencial de Competências Chave, há que encontrar a sacana da borboleta e ensinar-lhe a lição: não se deve bater a asa quando não é suposto!
ahhhh..... a borboleta só vive um dia....foda-se!

Da Autofagia


A autofagia, enquanto conceito no âmbito das ciências biológicas, diz respeito à capacidade das células converterem alguns dos seus componentes em alimento para prolongar a sobrevivência do organismo. A autofagia, enquanto conceito dos mass media, ou da televisão em concreto, diz respeito à capacidade deste órgão se alimentar da sua própria merda. Imagine-se o acervo histórico musical que existe nas prateleiras do arquivo da RTP e, de seguida, coloque-se alguém a ensinar biologia à RTP.
A ideia surgiu-me quando visionei um programa onde se debatia os prós e contras de um sistema Monárquico VS Republicano e fui constantemente interrompido pela própria da televisão a dizer que há muito tempo não se fazia um programa com tal qualidade. Não foi a minha vizinha que me tocou à campainha e me chamou a atenção de tal facto….foram, efectivamente, os senhores que palrravam nesse dito programa que fizeram questão de ocupar metade do tempo a dizer semelhante coisa. O conceito de auto-masturbação também seria aplicável….mas esse sempre dá algum prazer, motivo pelo qual o excluo destas minhas observações.
Quanto a comer merda….é mau! Observar quem a come será menos mau!?
Por estas e por outras gosto das famílias modernas. Não as de sexualidade alternativa nem as dos meus, dos teus e dos nossos. Mas sim aquela família que janta youtubando ou que youtuba jantando! Isto porque levar o serviço da vista alegre para a casa de banho fazendo-se acompanhar do guardanapo de pano é vício de família tradicional!

10 de março de 2008

Vampire weekend



Americanos, letrados e com um forte cheiro a África negra, passeiam-se nas ruas de Paris. Isto é que é ser-se ecléctico !

5 de março de 2008

John Cage and Raashan Roland Kirk - Sound?? (1966)



Tivesse Wittgenstein tido oportunidade de conhecer John Cage ou Raashan Roland Kirk e teria acrescentado que o limite do seu mundo, para além de ser o das palavras, é também o do som.

22 de fevereiro de 2008

Super Neil



De como os ensinamentos da Marvel se aplicam na integra:
Só pode existir um super herói!

Cash surpreende sempre: cantando duetos com a sua mulher (o que deve ser muito complicado); revisitando o sofrido Hurt dos NIN; brincando com os trejeitos do menino branco feito preto (Elvis de seu nome) de quem, segundo se diz, era muito amigo.

Mas ao cantar The Heart of Gold entende-se que só pode mesmo haver um herói… é ele o jovem Neil.

Surf´s Up



Brian Wilson... ou de como há mar e mar, há ir e voltar!

...e eu que não gosto de história nem de surf!

Palhaçadas de Deus XI



Brian Molko "Five Years"

Androginia à parte veja-se o original por favor.

2 de fevereiro de 2008

1 de fevereiro de 2008

O Puto Koala



Foi a coqueluche da Ninja Tune. começou a brincar com os pratos ainda de fraldas. Agora deve andar pelos vinte e poucos e continua a ser o Kid Koala. Por falar em conflito de gerações (até porque ninguém falou mesmo): que instrumentista!!!!!!(se passarem pelo Hot Club não afirmem isto alto). Por favor ver mais do mesmo aqui…..vale mesmo a pena!

31 de janeiro de 2008

Moral e bons costumes....ensanguentados



Conservadores do mundo uni-vos!
Após ler a lista de livros e filmes “proibidos” pelo Opus Dei aos seus seguidores deparei-me com uma ausência.
Deixo-vos o trailer do filme classificado como "anti-drug, pro-Christian monster movie" ou ainda "the world's only turkey-monster anti-drug pro-Jesus gore film! " (ainda tentei tradução mas pareceu-me snob).
Data de 1974 e chama-se Blood Freak. Conta a história de um sujeito que após dar umas passas num charro adquire um gosto especial por sangue....humano. Avisem o Mel Gibson. Ele que se cuide porque afinal a sua Paixão é para meninos!
Numerários e Supre Numerários vinde a vós um belo serão!

30 de janeiro de 2008

Palhaçadas de Deus X



Nico, Heroes, anos 70

De como o bloguista (benfiquista ficava melhor) tentou suprir duas faltas ingloriamente:

1. Faz tempo que não aparece a droga de uma mulher bonita no Blog... e só a droga na mulher bonita aqui aparece.
2. As palhaçadas de Deus andavam atrasadas... e que grande Palhaço que Deus é!

Parecem bandos de...cisnes....à solta !



Estudos científicos comprovam que após duas escutas o crescendo desta música tem uma relação proporcional directa com a apropriação de condutas menos comuns. Foram vistos trintões comuns a comprar cisnes dourados em lojas chinesas após escutas consecutivas de Common People. Eu já tenho um bando e ando preocupado…. parecem não querer migrar os sacanas!

Little Room



A aristocracia morreu!
Lo Fi e Hi Fi são uma mera questão de estilo não de estatuto ou poder.
O Defender sulca a lama desde os anos 40.... e o Conde aprende a sentar o seu cú no Land Rover em plena autoestrada com um autocolante monárquico na traseira.

The White Stripes - Little Room ..... a sulcar a lama!

Technicolor Girls



Cheio de fascínio e com vontade de o “vender”, Gabriel (amigo alentejano, colega não esquecido) dizia ao mostrar-me o primeiro disco dos Spain: “parece que o baterista tem medo de tocar bateria”.
Death Cab For Cutie em Technicolor Girls parece retomar esse disco, quem sabe, omitindo a bateria por uma qualquer máquina rudimenta (não sendo o caso). Se por receio ou audácia Gabriel o saberá…porque é atento.
Um abraço Gabriel!

19 de janeiro de 2008

12 de janeiro de 2008

Palhaçadas de Deus IX



Andy Warhol -Dana Gillespie, 1973

Weren´t Born a Man..... com Bowie a bordo produzindo.

The Goons



The Goons Show - Spike Milligan, Peter Sellers e Harry Secombe (1951-1960)