Sou pouco dado a análises político/sociais, pelo menos em público. A menos que pontapeadas por uma qualquer banda sonora. Ora surge uma boa razão para o fazer: os Táxi * em 1981 mastigam a chiclete profética (qual Nostradamus). Profetizam a geração dos recibos verdes apastilhadas numa qualquer noite do Lux – à noite o sabor perdura mais. Carece na rusticidade do plástico o que sobeja da sua rosticidade pós-moderna.
Confesso-me chiclete e odeio ser mastigado. Mas, volto a dizer, prefiro-o a ser comido!
* João Grande -voz, Henrique Oliveira - guitarra, Rodrigo Freitas - bateria e Rui Taborda – baixo
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