Os Polvo partilham com os Gentle Giant o nome que os segundos deram ao seu magnífico quarto álbum. Fora isso são água e fogo.
O calculado, intelectual e barroco prog dá lugar às dissonâncias sónicas das cordas electrificadas. Chega, por momentos, a lembrar devaneios psicóticos dos germânicos Amon Dull.
São também incursões no oriente onde sete notas, e seus tímidos intervalos, são parcas para pintar o quadro sónico.
Os Polvo existem deste 1990.
Felizmente que ainda não aprenderam a afinar as suas guitarras. Ainda em 2013 lançaram um excelente disco.
O prog deveria aprender com eles: a ideia, quando boa, não precisa ser bem executada. Pode perder-se se o for.

