18 de dezembro de 2007

era uma vez na Gamacha...



Sei que a factura de direitos de autor irá sair cara.... mas que se lixe !

Tivesse aparecido o TiTó e o título seria: "Os cinco na Gamacha"

Era uma vez na Gamacha... que quatro amigos se juntaram
para, fingindo querer apanhar azeitona,
com o ar do campo descansar.

Um, de fronte dos restaurantes se prostrava,
fazendo deles e da comida alentejana o seu projecto de vida.
isto é, de fim de semana.
Rotulado de comilão, liam-lhe os outros a ementa,
para que não houvesse dúvidas do que comer, pela certa.
UM BORREEEGO... UM LEIIITÃO, UMA COSTELEEEETA! Pensava para com os seus botões.
E relembrava-lhe a mulher,
que, fingida e sabida,
simulava não querer saber
de perder tempo a comer.
Para ela, o mesmo servia, mais doçura na leitura do menú
e, um pouco mais passado e menos crú.
Mas para ela era só assim: um borreguinho... leitãozinho.... costeletinha....

Os outros dois, com a mania que são práticos,
achavam que tempo se perdia
a uma mesa sentados.
Mas tempo, para quê,meu deus!
Estavam no Alentejo e, pra mais, de fim de semana.
Não aprendem nada com a gente alentejana.

Mas a comidinha também bem lhes sabia.
Caía que nem um pitéu, ou um um pitú ou um pitó.
Chegada a parte dos copos, esperavam todos pelo Ti' Tó.

E então das azeitonas, não há relato nem paródia?
Ora pois, chegada a hora, a dois deu que eram intelectuais.
Dois sozinhos ficaram laborando,
enquanto outros dois foram falando,
perdidos nos olivais.

Tanta coisa pelas azeitonas e então aconteceu,
que uma não queria trabalhar
mas não dizia.
Outro não gosta de azeitona, nem de nada que é típico.
Ninguém mesmo percebeu então
porque queria ele sempre comer comidinha tradicional.
Uma outra também não podia comer azeitona por causa das gorduras, glúcido, glícido, glu glus e mais não sei.
Restava um.
Um solitário amante da oliva,
fruto fino que o azeite origina.

Mas numa hora só,
enquanto as éguas e burros pastavam,
os quatro amigos todos juntos,
as azeitonas apanhavam.
E desse dia ficaram
16 kilos de oliva
e mais umas fotos giras
para recordar esse dia!

in: "As Azeitonedas", Canto I. Autor desconhecido mas muito dotado..... para fazer poesia ranhosa.

17 de dezembro de 2007

Quel travail

Paradochos I



Não só o Punk pode ser produzido como também extremamente sexy!

Punk com Glamour...que aberração tentadora!

14 de dezembro de 2007

Segundas sangrentas...



Tori Amos, Strange Little Girls (2001)

Actual!
Nos últimos quinze dias mais dois tiroteios em escolas na América.

I Don't Like Mondays, escrita por Bob Geldof, conta uma história manchada a sangue juvenil.

Pode, eventualmente, ser uma desculpa para colocar mais uma mulher lindíssima no Blog… enfim alguém que julgue os propósitos!

13 de dezembro de 2007

Aurora World Tour



Aceitam-se encomendas para todo o tipo de festas…divórcios incluídos.

Matematicamente falando....

Na escola falava-se muito sobre ciência. Não só sobre a ciência mas também sobre as ciências. Aquelas que eram as sérias e as outras com que se brincava.

Mesmo as mais divertidas (i.e., mais exactamente as não exactas) tinham no seu seio homens e mulheres que se agrediam pelo rigor (ou falta dele) da sua ciência.

Em conversa de taberna (não..não era um café) recentemente, voltou-se à discussão sobre a exactidão das ciências (as exactas e as xi…xactas). Voltei costas (como já o tinha feito em tabernas anteriores) com a sensação de que às ciências exactas sobeja subjectividade.

Para ilustrar semelhante ébrio pensamento voltei-me para o artigo da Uncut deste mês sobre Bruce Springsteen e a tudo o que nele aprendi sobre a América.

PS: Atenção não confundir Uncut com qualquer artigo científico de índole sociológico.

…et all !

Violentos Domésticos

Morreu Ike Turner ! Daqui a poucos dias fará um ano que James Brown nos deixou também.
Dizem os modelos sistémicos que todas as partes do sistema contam. Seguindo o confortável pressuposto do paradigma.... perderam-se dois agressores cuja pancada era a melhor do mundo.

12 de dezembro de 2007

11 de dezembro de 2007

O meu vintage



dEUS, Hotellounge, Meter Sessies Vol. 6 (1995)

As ruas e estradas percorridas outrora marcaram mais que a sola dos sapatos!
Ficou, vincada, uma emergente vontade de caminhar.

6 de dezembro de 2007

Palhaçadas de Deus VIII



All the young dudes – Mott the Hoople, 1972

Bowie concebe All the young dudes propositadamente para os Mott the Hoople. Esta versão será muitas vezes referida como a melhor de todas (Bowie incluído).
Roy Carr e Charles Shaar Murray , editores da mítica NME, dizem sobre All the young dudes:"one of that rare breed: rock songs which hymn the solidarity of the disaffected without distress or sentimentality".
Afinal quando Bowie diz que não ajudou a matar os anos 60 porque eles já estavam mortos só podia estar a gozar!

4 de dezembro de 2007

Palhaçadas de Deus VII



Replicants by Replicants, Nov 21, 1995

The Bewlay Brothers: segundo reza a crónica esta é a mais enigmática das músicas de Bowie. Para alguns uma música sobre a doença mental (esquizofrenia), para outros sobre a homossexualidade, para aqueloutros sobre tudo e mais alguma coisa. Os Replicants devem ter apostado na primeira hipótese, senão atentem ao ruído de fundo.
Quanto ao resto do disco é inteiramente preenchido por Covers com um cunho extremamente pessoal. Todas elas soam a inovação e criatividade. Não existem colagens aos originais nem pretensiosismo alternativos ou chick indy pop .

3 de dezembro de 2007

Palhaçadas de Deus VI



Magnetic Fields - Crash Course For The Ravers, 1996

Fez, no mês de Setembro, 30 anos sobre a edição da obra-prima que é "Heroes" (primeiro disco da chamada trilogia berlinense de Bowie). Quanto a Low e Lodger só Pierre Boulez, eventualmente, pegaria neles(aliás fê-lo com Zappa). Verdade…Glass aventurou-se mas isso conta?
Quanto aos Magnetic Fields pouco tenho a dizer excepto aproveitar a oportunidade para vos aconselhar a adquirir o delicioso disco triplo “69 Love Songs”.

Palhaçadas de Deus V



The Cure - 104.9: An XFM Compilation Album, 1995

Não sei bem como chegou a mim: este senhor com umas mangas que não deixam ver as mãos. Não porque tivesse cortado os pulsos, já que faz disso discurso recorrente, mas talvez porque a sua avó se tenha entretido a tricotar a lã enquanto esperava que o seu neto viesse. De seu nome Robert Smith, dá voz a Young Americans.

Baudland



Peço-vos que se deslumbrem com os artigos em Baudland e que partilhem essa descoberta com os amigos!

Atenção: Não é coisa de Natal !!!!!!!!!!!!!!

Palhaçadas de Deus IV



Uma remistura de um jovem (Beck) para um disco de meia idade.

1 de dezembro de 2007

Palhaçadas de Deus III



Tom Barman & Guy Van Neuten - Memories of a free festival

Neste caso seriam mais palhaçadas de dEUS. Tom Barman & Guy Van Neuten, 2002, num registo de um festival livremente preso ao original.

Palhaçadas de Deus II



M. Ward /Transfiguration Of Vincent, de 2003.

O disco vive sobretudo das restantes 14 músicas.O Let´s Dance é sofrido e embala qualquer um. Cheira a dança de lençois que dispensam os sapatos vermelhos.

Pode-se ainda ver a actuação ao vivo aqui.