14 de janeiro de 2012

o tony de matos que há em mim



se há algo que me faça sentir romântico é, sem sombra de dúvida, Pam Grier.

13 de janeiro de 2012

ouvendo




olhando com muita atenção consegue-se ouvir.


ex - "Cotton Picking In the Sunny South" Postal de 1908

12 de janeiro de 2012

Ifink



A Ninja Tune adaptou-se aos tempos?

Fink é nome oculto...ou pelo menos vive em algumas sombras. Senão veja-se: produz as primeiras Demos de Amy Winehouse... mas é enquanto Dj residente do catálogo da Ninja Tune (nos tempos em que fazia sentido ser-se DJ...e pertencer à editora em causa) que cria nome global (entenda-se global electrónico).

Mas eis que a tonalidade electrónica se desenvolve enquanto contexto... e a narrativa passa a ficar a cargo do coerente dedilhar na guitarra acústica. Eis que a casa mãe, mãe do que melhor se fez na electrónica nos anos 90, abraça o seu filho.

Eis que é divulgada a sua presença a 2 de Março no Musicbox. Ipod Ifink..

9 de janeiro de 2012

Rir é definitivamente o caminho




Chame-se fetiche mas não consigo ouvir SMILE sem ser em vinyl. A sinfonia adolescente a Deus, como lhe chamou Brian Wilson, ficou 37 anos na gaveta e as cassetes piratas que circulavam não brilhavam.

Depois, em 2004, a versão de autor ganha vida e assombra. Mesmo para quem, como no meu caso, não viva intensamente a obra dos Beach Boys este deverá ser considerado o disco - a obra prima de todos os tempos. Ouvido em suporte analógico consegue-se tocar e sentir a perfeição. E até aqui tudo bem. Mas...

Eis que em 2011 aparece The Smile Sessions. Dois discos (cinco na versão Deluxe) onde vemos a obra a ser construída. Sentimos a inspiração e cheiramos a transpiração. Há lá de tudo: os andaimes estruturantes e o detalhe imperceptível na obra finalizada. Está lá o processo criativo mas não é um disco para técnicos. Toda a música inacabada....dos imensos extras.... é uma ode completa.

Não faço ideia se existe edição em vinyl....espero que não porque abomino o fim.

8 de janeiro de 2012

15 de dezembro de 2011

há paredes sempre de pé


Uncut nas bancas.

modalidade desportiva



Esta manhã, depois de ler esta notícia tomei uma decisão.
Encaminhei-me para uma loja dos chineses e comprei um jogo de setas. Imprimi a fotografia de Nuno Crato e colei-a na parede do quarto do meu filho de 5 anos.
Hoje quando chegar a casa vou iniciar a sua formação.
Defini claros objectivos, plenos de conteúdos, para que no final do ano lectivo o puto consiga enterrar todas as setas nos dois olhos do homem em causa.
Começaremos pelo treino a uma simbólica distância de 20 cms.

14 de dezembro de 2011

ainda a propósito



de road movie e coisas bonitas.

Two Lane Blacktop não é uma viagem sentimental e bonitinha como Easy Rider.

É um pedaço de filme como há poucos. No final, a película queima e deixa tudo em aberto. Tal como a borracha dos pneus do Chevy e do El camino que iniciam a corrida.

É só isso que interessa na narrativa.

Vencer ou perder é sentimentalismo impróprio.

música a pedido...



Assimilar a "pop" de Zorn e Yamatsuka e chegar a Change of the Century (1960) de Ornette Coleman.
Pelo caminho realizar um road movie com paragens obrigatórias em caves cheias de fumo e álcool. Atropelar o Pat Metheny dá pontos extra.

Isso sim, é bonito!

7 de dezembro de 2011

sem sombra para dúvidas

R(eprise)IP



Já por aqui passou mas recentes notícias tornam obrigatória uma nova depostagem. “Mixtape Vol. 8″, a coletânea disponivel no site da banda apresenta canções que fazem parte da banda sonora do filme “Simon Werner a Disparu”, de Fabrice Gobert.

Com o eventual fim dos Sonic Youth resta-nos pensar que ainda existirá muito material por editar fruto da longa carreira do grupo.

Depois temos sempre o extraordinário disco de Thurston Moore produzido por Beck. Anti-sónico mas das coisas mais sonóricas que ouvi nos últimos anos.

tenho pânico a aviões....



mas sei onde estão dois pares de cuecas e umas quantas t-shirts.

meanwhile



Look at Mother Nature on the run in the nineteen seventies.

da loucura de Bowie



olhar/ouvir "all the madmen", ano após ano, é como ver crescer um cogumelo. Uma pessoa alimenta-se, loucamente, da humidade e termina, alucinada, dissecando o cão: Zane, Zane, ouvre le chien.....

Apesar de (a trilogia de) Berlim ser já hoje o que é, eu ainda sou o que pareço.

Apeteceu-me uma filosofia toda aberta....para "all the madmen"

30 de novembro de 2011

da música não falo



mas garanto-vos que a imaterialidade de Carlos do Carmo não é, de todo, património universal.

dá-me cá uma comichão....

adenda tardia após escuta dos "putos". Música que, aliás, povoou a minha infância: Carlos Cruz, 25 de Abril, Crise, casamento homossexual.

E Assim se coça o que insiste em fazer comichão. Vê-se logo que me tornei num homem, carago!

é isto...foda-se!



Terá dito Ziggy a Bowie ao ver Supper's Ready