20 de maio de 2008

...da escravatura em Odivelas !

De seguida pode-se ler uma carta enviada por mim a:


Cara
Vereadora Maria Fernanda Marcelo Faria Duarte Franchi
Departamento Sócio-Cultural,



Espero que a minha apresentação, a esta altura do campeonato, seja um mero exercício de redundância. Mas entre o que eu espero e o que acontece, conforme a experiência me tem ensinado, vai uma longa distância.
Chamo-me ****************e fui formador de um grupo de reformados na freguesia de Famões, ao serviço da Câmara Municipal de Odivelas, no ido ano de…confesso que já me esqueci (algo que direi caso solicitado com a minha noção de BREVIDADE). De qualquer forma, pasme-se, não foi no tempo da outra senhora!
Após longas insistências para que me pagasse o dinheiro que me deve, dinheiro esse respeitante a DESPESAS DE CUSTO já que o meu trabalho foi VOLUNTÁRIO, recebi uma chamada em DEZEMBRO de 2007. Afirmou-me a senhora (não retive o nome já que conduzia no momento… consumindo gasolina SAIDA DO MEU BOSLO) que o pagamento estava para breve.
O conceito de BREVIDADE surge novamente…. Mas os conceitos têm a estranha particularidade de possuírem uma multiplicidade interpretativa de fazer inveja a qualquer camaleão. Este conceito deve ter como bitola o espaço temporal do Universo ou em português falado em qualquer viela de Odivelas: UMA GRANDE PORRADA DE TEMPO. A verdade, cara VEREADORA, é que passados estes meses todos não recebi mais nenhum contacto. Aliás….nem espero receber. Não espero porque não sou pessoa de esperar….tenho medo que venha a velha e me coma (caso não entenda o contexto pode sempre ler o
Rifão Quotidiano do Mário Henrique Leiria… já que é Vereadora da Cultura…e os vultos culturais deste pais devem ser exultados) …. Por esta dica não espero pagamento…pode considerar trabalho voluntário também….e PASME-SE…..não tem DESPESAS DE CUSTO!!!!!!!! Posso até ser mais detalhado…contos de GIN TONIC…não lhe envio o livro…isso já é exagero.
Portanto serve o meu Português de rajada para lhe dizer que não vou ficar como a nêspera comida pela velha…à espera do que acontece. Serve somente para lhe dizer que estou neste preciso momento a fazer eco desta situação a quem me quiser dar ouvidos.
PS: os mesmos contos do Mário têm um sobre as promessas..quer ouvir !?....é melhor não porque acaba mal…..se comprar o livro pode passar por ele…fala de casamento também !
Até uma próxima.

1 comentário:

... disse...

Ainda bem que as nêsperas afinal têm voz. Agora é mesmo a época delas. E olha-as, penduradas nas árvores, à espera! Aqui mesmo ao lado estão dezenas assim. Aliás, por todo o lado há nêsperas e velhas que as comem enquanto esperam. Enquanto ambas esperam, talvez: as nêsperas, por nada; as velhas, pela morte. Mas quem morre é quem espera, e só espera... e promete, e só promete... e mente, e só mente.
E vais ver, que daqui a dois anos está outra velha a ganhar as eleições, e o povo contente a pensar que algo mudou. Ai ilusão, ainda bem que existes!

m+i