22 de outubro de 2009
Generation Ass
"You can kiss your ass goodbye"
Datado e Morfologicamente hilariante.
Sun Ra interpretado por Yo La Tengo
Novas Oportunidades Chifrudas
21 de outubro de 2009
Canção do desterrado
Oportunamente pouso no ecrã Yo La Tengo. Popular Songs, desde Setembro nas lojas. Nos ouvidos há mais de 20 anos...mas de muito poucos. Não se entende.
Diz fruta !
20 de outubro de 2009
Das heranças…
Talvez porque sempre que a ela retorno cheiro em mim o odor daquele casaco de camurça, herança de um avô querido. Cheiro o tempo em que ele me servia, o tempo em que eu o servia.
E porque, apesar de tudo, o seu impacto é tal, continuo a vesti-lo sem o vestir, continuo a ser Rei do mediterrânico autocarro que me levava da escola a casa.
Este violoncelo de adeus continua a elevar-se ao som do motor que aquecia o longo banco traseiro. Nele observava, ainda, o jardim do Campo Grande onde mais tarde me deitaria em braços alheios. Já sem o velho Walkman com o som de quem se gosta que abala…mas sempre com aquele casaco castanho e sem quem abalou.
Braços idos e vindos os que soavam nesse grande campo da juventude.
Frases que ficam dedilhadas em todos os futuros braços em que me deitarei.
Cheiros de arcos nos atritos de violinos que sem roçar planam nas cordas do meu futuro.
Diálogos atonais interrompidos por um tempo sem data.
Quem abala sempre algo deixa: uma música de eterno retorno!
E, quando abalar, que deixarei?
Um casaco para quem frio tenha e uma banda sonora que, hoje, é toda minha.
Fumo e cinza vão com o vento. Tudo o resto fica.
9 de outubro de 2009
26 de agosto de 2009
31 de julho de 2009
28 de junho de 2009
Mofo anunciado
Até quando a arte se mescla em política perdida, lascas de hedonismo. (pré)sinto-me longe do voto! Mais (de)voto contra a disciplina partidária de uma democracia fúngica.
Calos nos dedos
Quando a classe operária usa a guitarra como se de um martelo pneumático se tratasse… resta embarcar ou embargar!
The Clash, London Calling
Spiral findings....
A i(n)(rre)quietude de Jism transpira proximidade. Tão próximo que incomoda. Tão carnal de sangue e saliva que, por momentos, penso em um de nós. E, quando nos falam ao ouvido, até parece que gritam.
Descobrindo o caminho para o mundo…
19 de junho de 2009
Cuore

O nojo da pornografia social no seu melhor.
Da minha parte não sei se é prazer, simples raiva ou mesmo doença, esta minha tentativa em descolorir o coração. Podem crer que é libertadora mas fica-me sempre aquele apego e compreensão pelos ataques bombistas cirúrgicos.
Para o clássico argumento de que só se vende porque há quem compre, respondo com a inevitabilidade do consumo da droga: ao traficante, esse pobre comerciante de doces néctares, resta-lhe o oportunismo de uma actividade egoísta e monetariamente compensatória.
Ao drogado a fuga!
Venha o bombista e opte por um dos dois: o que foge ou aquele que enche os bolsos.
Eu vou continuar a rasurar enquanto a tinta não esgotar.
3 de junho de 2009
23 de maio de 2009
Palhaçadas de Deus XIX
Das sete vidas do gato há sempre uma que se recusa a gatinhar!
Seven, Beck Remix 2
17 de maio de 2009
13 de maio de 2009
Hip no Tize Me
Os blogs onde pouso os olhos diariamente são escassos. As razões dessa aparente apatia são várias mas há uma que se evidencia: o fascínio pela imensidão não resolve o receio da solidão.
Apesar disso há oásis… uns frescos outros nem tanto.
Asseguro a minha pseudo anarquia convicta através da leitura de enervantes blogs de índole política: Armados em Cachimbos que pretendem Arrastar as ideias para uma qualquer foz poluída. Não comento, analiso ou reflicto. Sou um leitor despreocupado vendo a banda passar.
Depois há, de facto e de afecto, blogs que me surripiam à caixa de toque quotidiana. São dois ou três… que na realidade me interrogam sobre a imagem repercutida da coluna vertebral do homem.
Um desses não tem qualquer paralelo com o design anatómico, nem conceptualmente, de uma coluna vertebral. O blog da Ana que nem vive em Amsterdam merece banda sonora reactiva. Acompanho-o há uns anos e prefiro-o há televisão. Quando grunhe como um orangotango: bato no peito que nem Tarzan!
No outro dia fiquei perplexo: ora não é que a Ana se esqueceu da Jenny. A tal do Zepelin… que salva a terra deleitando-se com o homenzinho verde. Acredita a Ana que aos Led Zepplin resta a marca de menoridade masculina. Ora, cara Ana, foi graças a eles que a Jenny teve energia e alento para se deitar com o homenzinho verde.
E ei-los transmutados
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