28 de fevereiro de 2010

Não é fácil o amor



Recuperado de um disco cheio de batata frita (ainda antes dos pacotes) este Salomé dá cartas ao irmão.

Não é fácil o amor ou, título alternativo, porque é que a relva cresce nos telhados das casa?

Deixo a letra onde não se observam considerações agrícolas.

"Não é fácil o amor melhor seria
Arrancar um braço fazê-lo voar
Dar a volta ao mundo abraçar
Todo o mundo fazer da alegria

O pão nosso de cada dia não copiar
Os gestos do amor matar a melancolia
Que há no amor querer a vontade fria
Ser cego surdo mudo não sujeitar

O amor o destino de cada um não ter
Destino nenhum ser a própria imagem
Do amor pôr o coração ao largo não sofrer

Os males do amor não vacilar ter a coragem
De enfrentar a razão de ser da própria dor
Porque o amor é triste não é fácil o amor
"

10 de fevereiro de 2010

O Trabalho Liberta?




Edgar Pera

Trabalhadores das Minas Neves Corvo
Varinas do Cais Sodré
& Paulo Varela Gomes
em O Trabalho Liberta?
co-produção Núcleo de Cineastas Independentes/ Valentim de Carvalho 1992-93

Neil Young, Topanga 1968



Down By The River, ou: não é fácil o amor, melhor seria cortar um braço...fazê-lo voar

Down By The River, Neil Young with Crazy Horse – do album Everybody Knows This Is Nowhere, retirado de Neil Young Archives, Vol. 1

19 de janeiro de 2010

Salif Keita Vs Toy Migas



Entre o Salif Keita e o Toy há diferenças...é verdade.

Quais são elas?

Não é o ritmo, melodia ou mensagem.

É mesmo a música.

A preto e branco


Aquilo que verdadeiramente me faz gostar da Biologia é o seu lado Carnal.

7 de dezembro de 2009

Parangonas


Súmulas do best.

Via Verde


O conceito orientador de uma existência à luz da moral judaico-cristã: o bem e o mal.
Nada a declarar não fossem todas as carcaças que teimam em “abrir” nas auto-estradas em contra mão. Dão cabo da amiga linearidade.

30 de novembro de 2009

Duul!?



Resolvi espreitar o baú: descobri um dos discos que comprei com o meu primeiro salário. Ouvia-o, antes de o ter, desde os meus 14 anos. Benesses de ter tido um vizinho com uma quase Harley que viajava mundo. Ao "mergulhar" novamente nele é impossível não me questionar sobre o futuro de um pai de família.
Não sou estranho por o ter ouvido...sou-o por o buscar agora e fazer-me mais sentido hoje que ontem.

10 de novembro de 2009

Planos


O plano de uma discussão é um pouco como as regras de um jogo: há tanta gente a jogar Futebol com adversários que jogam Golfe....que assusta.
Por muito que se aumentem o número de árbitros há jogadores incorrigíveis. É um pouco como o fundamentalista... no fundo há sempre um gajo que pensa alto.

Quem a adopta??????

Porra!
Algum homossexual?
Que seja... eu defendo a vossa causa. Prestem um serviço público por favor.

São Bonecos ....senhor.


Anda por aí tanto filho da puta preocupado com o casamento homossexual e consequente adopção de crianças....que fico arreliado. Então esses cabrões preferem dedicar a sua militância politica a estas causas quando os Armandos Varas e os Dias Loureiros(eventualmente)ROUBAM recursos essenciais ao verdadeiro desenvolvimento de centenas de crianças (via distribuição de recursos de um Estado de Providência supostamente justo)?

Preferem ver as crianças educadas sob o paradigma pedagógico-rebanho em centros de salsichas educativas?

Foda-se... que sentido de prioridades!

22 de outubro de 2009

Generation Ass



"You can kiss your ass goodbye"

Datado e Morfologicamente hilariante.

Sun Ra interpretado por Yo La Tengo

Novas Oportunidades Chifrudas


Um verdadeiro Ribatejano não questiona se o que tem à frente é um Psicólogo ou um Sociólogo, mas sim se é um homem ou um bicho!

21 de outubro de 2009

Canção do desterrado



Oportunamente pouso no ecrã Yo La Tengo. Popular Songs, desde Setembro nas lojas. Nos ouvidos há mais de 20 anos...mas de muito poucos. Não se entende.

Diz fruta !

20 de outubro de 2009

Amor nos 60´s my ass!

Das heranças…



Talvez porque sempre que a ela retorno cheiro em mim o odor daquele casaco de camurça, herança de um avô querido. Cheiro o tempo em que ele me servia, o tempo em que eu o servia.

E porque, apesar de tudo, o seu impacto é tal, continuo a vesti-lo sem o vestir, continuo a ser Rei do mediterrânico autocarro que me levava da escola a casa.
Este violoncelo de adeus continua a elevar-se ao som do motor que aquecia o longo banco traseiro. Nele observava, ainda, o jardim do Campo Grande onde mais tarde me deitaria em braços alheios. Já sem o velho Walkman com o som de quem se gosta que abala…mas sempre com aquele casaco castanho e sem quem abalou.

Braços idos e vindos os que soavam nesse grande campo da juventude.

Frases que ficam dedilhadas em todos os futuros braços em que me deitarei.

Cheiros de arcos nos atritos de violinos que sem roçar planam nas cordas do meu futuro.

Diálogos atonais interrompidos por um tempo sem data.

Quem abala sempre algo deixa: uma música de eterno retorno!

E, quando abalar, que deixarei?
Um casaco para quem frio tenha e uma banda sonora que, hoje, é toda minha.

Fumo e cinza vão com o vento. Tudo o resto fica.

9 de outubro de 2009

(Re) flexões




Após longa conversa com dois dos meus eleitos heróis, concluo: quero ser um inútil agarrado!

Palhaçadas de Deus XXII

26 de agosto de 2009

Festivais de Verão 2009


Em cima do acontecimento. Pitões das Júnias Out of Chill